Desesperado

 

 

Era um fevereiro chuvoso,

Com a vegetação orvalhada,

Brotando da terra molhada,

Parecendo um ano invernoso.

 

O agricultor ágil e contente,

Trabalha sempre animado,

Semeando a terra apressado,

Pensando em lucro recente.

 

Cresce rápida a lavoura,

Vem o sol arrefece tudo,

Seca a terra, a palha aloura.

 

O homem desespera-se e chora,

Sobe o morro e grita opresso,

Vendo o clamor: “Deus é perverso”!

 

 

Hércules/1979